10 de maio de 2017

Resenha | A geografia de nós dois

Lucy mora no vigésimo quarto andar em um prédio em Nova York e pela primeira vez está sozinha em casa. Seus pais estão viajando e seus irmãos foram para a faculdade. Não é uma garota de muitos amigos, nem de poucos, apesar de ter morado e estudado a vida inteira em NY, e por tudo isso está sozinha. Mas não tem problema, ela tem seus livros como companhia. 

Owen acaba de perder a mãe, o pai está arrasado e ele tenta segurar a barra pelos dois. Eles moram no subsolo de um prédio em NY, o pai se tornou o administrador do prédio a pouco tempo. Deixou seus amigos e sua vida para trás quando saiu da Pensilvânia, tudo lembrava demais a mãe. 

Os dois personagens se encontram no meio do caminho, presos no elevador graças a um blecaute da cidade. Passam pouco tempo no calor abafado do elevador, mas o suficiente para que desejassem passar mais tempo juntos. E foi o que fizeram. Aproveitaram a escuridão da cidade para finalmente encontrar as estrelas, contemplaram a festa que foi não ter luzes na rua, sorvete de graça, coisas pela metade do preço. E entre tudo isso o sentimento um pelo outro foi nascendo, graças aos momentos e as conversas que tiveram, ao que tem e o que não tem em comum. Foi com certeza a parte mais fofa do livro.

Mas a geografia resolve separar os dois, colocar um oceano entre eles. Enquanto Owen viaja pelos Estados Unidos com o pai, procurando um lugar que enfim se sintam em casa, Lucy se muda para outro país com os pais e vive uma realidade completamente diferente. E tudo que os une são os cartões postais, que funcionam como uma piada interna, mas na verdade é muito mais que isso, é um simbolo que diz o quanto queriam estar juntos.
E mesmo com tantos quilômetros entre eles, aquele sentimento que criaram um pelo outro ainda persiste, surgindo em suas cabeças mesmo quando eles acham que precisam seguir em frente, afinal, como vão continuar com isso? 

É uma história super fofa, os personagens nos cativam desde o primeiro momento juntos. A narração é alternada entre os dois, o que foi muito bom. Sempre gosto quando um livro é narrado por mais personagens, por conhecer o outro lado da história, a personalidade e os sentimentos de cada um. 

Tudo se encaminha pra dar errado, eles estão cada vez mais distantes um do outro, não mantem praticamente nenhum contato com exceção dos cartões postais e acabam sem saber os endereços um do outro. Eu fiquei realmente nervosa enquanto lia, tentando imaginar como eles dariam um jeito. Porque apesar dessa distancia toda o sentimento deles só crescia e eles precisavam dar um jeito.

Não foi o melhor livro da autora, comparando com A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, que é absolutamente maravilhoso. Porém, gostei bastante do livro, é uma história de amor a distância, cheia de dúvidas e com certeza com muita coragem. Além de uma capa linda!

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
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Adaptado por Isabelle Felicio

Tema Base por Butlariz