2 de agosto de 2017

Resenha | A Lâmina da Assassina

A Lâmina da Assassina é uma série de contos da série de Trono de Vidro, que se passam num determinado momento entre o primeiro e o segundo livro. E apesar de ser tratado apenas como contos, é absolutamente necessário que você o leia, pois contém fatos importantes para a compreensão do quinto livro.

Essa é uma das coisas que eu mais amo nessa série. Apesar de todos os livros serem bem grandes e cheios de informação, em nenhum momento eu diria que é enrolação, porque se tem uma coisa que eu aprendi é que a Sarah J. Maas não coloca nada na história sem um motivo. E na maioria das vezes, as explicações das coisas que acontecem estão espalhadas entre os volumes.

Os contos do livro estão em ordem cronológica, ou seja, não dá pra ler o primeiro e depois pular pro quarto. As atitudes dos personagens tomadas no primeiro conto vão gerar consequências para os próximos, por isso leia na sequencia. 

O primeiro conto é A Assassina e o Lorde Pirata. Celaena e Sam foram enviados para Baia da Caveira numa missão sem nem mesmo saber do que se tratava, e só chegando lá que descobriram a razão. Arobynn os enviara para negociar escravos com o pirata, e a reação dos dois não foi das melhores. Conhecendo Celaena como conhecemos, a gente sabe que ela não vai deixar isso barato, então põe a própria vida em risco para virar o jogo.

O segundo conto, A Assassina e a Curandeira, é uma parada da viagem da Celaena, cheia de marcas como consequência do que fizera em Baia da Caveira contra os negócios do seu mestre. Nesse lugar ela conhece uma curandeira que havia desistido do seu sonho e desperdiçado o sacrifício da mãe. Celaena a ajuda em um momento crucial e resolve fazer mais por ela. Tenho o sentimento de que essa curandeira vai ser uma personagem importante no sexto livro.
Em A Assassina e o Deserto, Celaena finalmente chega ao seu destino, Os Assassinos Silenciosos. Foi enviada, como punição, para treinar com o Mestre Mudo. O que ela não esperava encontrar lá era um bando de assassinos agindo como uma família. Fez o que pôde para conseguir o treinamento com o Mestre Mudo em pessoa e com esforço conseguiu. Mas ela descobre que há um traidor entre eles. Esse foi o meu conto preferido.

Em A Assassina e o Submundo nós vamos ler mais uma punição do manipulador do Arobynn. Esse personagem é o mais psicopata que eu já tive o desprazer de conhecer. Ele é tão bem construído que a gente sente nojo a cada palavra afiada dele. Esse e o último conto são os que mais nos dão raiva, mais vontade de vê-lo pagar por cada coisa que fez.

A Assassina e o Império é aquele conto que a gente sabe o que vai acontecer, por causa do que foi falado do primeiro livro, e quer ver o que realmente aconteceu em detalhes. Mas que nos deixa triste por causa da dor enorme da Celaena pela morte do Sam e com raiva por causa da traição daquele que dizia que a amava.

Aqui a gente conhece uma Celaena mais jovem, mais mimada e amostrada. Mas ok, ela tinha 17 anos e ainda não tinha passado pelas Minas de Sal. Só depois de ler esse livro a gente percebe o quanto ela mudou depois da escravidão.

Comecei a ler o livro com o pé atrás e nem sei porque, talvez por ter retrocedido tanto na história, pois já tinha finalizado o quarto livro. Só agradeço por o ter lido antes de ler Império de Tempestades, pois não entenderia nada. Enfim, não sei porque estava receosa de ler, já que amei todos até o fim e não foi diferente com esse. 


Autora: Sarah. J. Maas
Editora: Galera Record
Onde comprar: Amazon | Submarino | Saraiva


Um comentário:

  1. Eu estou na mesma situação.Ia ler império de tempestades mas me disseram que era muito necessário ler esse livro antes. Eu estava bem receosa, da mesma forma que vc, porque iria retroceder na história. Mas depois dessa resenha irei ler!! 'Na verdade já tinha começado a sentir as referencias em rainha das sombras... e fiquei pensando em ler. Obrigada, ajudou muito :)

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Adaptado por Isabelle Felicio

Tema Base por Butlariz