30 de agosto de 2018

Asiáticos Podres de Ricos: Amei ou odiei?

Sempre amei histórias estilo sessão da tarde, meio que fui moldada para amar os clichêszinhos que passavam na tv, e por fim esse gosto se estendeu até os livros. Admito que meu gosto está mudando agora, mas não é por isso que fiquei tão dividida entre amor e ódio quanto à esse livro.

Rachel é uma professora de economia de uma universidade, e o Nick é professor de história. Uma amiga em comum os apresentou e eles já namoram a quase dois anos. Nick convida Rachel para uma viagem de férias em Cingapura, para o casamento do Colin, seu melhor amigo. Até aí tudo bem, parece uma coisa super normal de se fazer porque é mesmo. Mas a família do Nick é muito rica. Muito! E se tem uma coisa que sua mãe, Eleanor Young, não vai permitir é que uma professora sem nenhuma linhagem dê o golpe do baú no seu filho.

Acho que não fiz justiça à o quão surtada essa mulher é. Aliás, a família inteira.

Obvio que a  Rachel não quer dar o golpe do baú. Ela é uma mulher inteligente e super independente, que busca o que quer e tem méritos próprios. E ela embarca nessa viagem praticamente vendada quando o assunto é a família do namorado. Não que ele não queira falar que é rico ou sobre a família, apenas porque foi assim que foi criado. Para piorar a situação para a moça, a família dele não sabia nada sobre a existência dela até então, mas eles tem outros meios de lidar com isso e já fazem uma investigação completa sobre sua vida, o que acaba desencadeando um problemão.
Sobre a história do livro eu realmente não tenho nada a reclamar. É uma história perfeitamente gostosa de se ler, ou assistir, já que virou filme. Porém o livro é muito confuso. A família é muito grande, demora demais para você se habituar com o nome e a linhagem de todos, e praticamente cada um narra um capítulo. Sem falar nas inúmeras notas de rodapé, a maioria é tradução de alguma palavra ou frase que eles dizem em outro idioma, o que eu acho super desnecessário e chato, basta traduzir logo no texto. É realmente incômodo. 

Tudo é extremamente descritivo, ou seja, você vai ler sobre a bolsa Prada de todo mundo, o vestido Channel, o cinto Louis Vuitton, credo. De verdade, estou sendo muito simpática quando a esse tópico. Teve um personagem que me irritou profundamente, a ponto de eu querer abandonar o livro por conta da babaquice dele. Um cara super controlador quando o assunto é roupa, que veste a mulher e os três filhos, e a dele claro, combinando. Não importa se os filhos estão passando calor, o que mais importa é aparecer, estar no topo. Ele chegou ao ponto de querer espancar um dos filhos por ele ter derramado refrigerante na sua blusa de marca que veio da Itália e blá blá blá.

Todo mundo é muito superficial, fazem de tudo pra deixar os outros mal. São personagens bem ruins, que só se importam com o dinheiro e em ser mais ricos. Dá para literalmente contar nos dedos os personagens que não são completos idiotas, e foi por eles que eu cheguei até o final dessa leitura.

Concluindo, estou num meio termo entre o amor e o ódio. Acho que esse é mais um livro que eu vou gostar mais do filme.

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