20 de setembro de 2017

Resenha | Os quatro cavaleiros

Eu sei o que você está pensando depois de ver essa capa, eu pensei a mesma coisa, e talvez ela tenha me deixado um pouco desanimada pra ler a história, mas só no começo mesmo. Depois que a história me prendeu eu passei a amar essa capa.

Gideon é um militar que está treinando para se tornar um ranger, membro de elite do exército americano. Em um desses treinamentos ele tem um problema com o paraquedas e morre da queda. Entretanto, algum tempo depois ele acorda, com muitas muitas fraturas, porém vivo, em uma recuperação extremamente rápida e com uma braçadeira de metal no punho.

Depois de um monte de confusão e incredulidade ele descobre que ele é um dos Cavaleiros do Apocalipse. Sim, da Bíblia. Ele é Guerra. Sua missão é se unir a Fome, Peste e Morte para proteger uma chave dos demônios da Ordem e assim proteger o mundo da escravidão planejada por essas criaturas más. 

O problema é que eles perderam, isso você vai descobrir logo no começo do livro. Então ele tem que convencer algumas pessoas de que a história dele é real, de que o mundo está correndo perigo e que ele precisa continuar lutando para que isso não aconteça.

O livro é muito mais complexo que isso, tem muita história e bastante coisa acontecendo sempre. No começo eu não gostei muito dele estar contando toda sua história, num interrogamento, mas isso se prova extremamente genial no meio do livro, quando você descobre a verdadeira intenção disso. 
Os relacionamentos dessa história estão praticamente a ponto de explodir. São pessoas que não se conheciam, que nunca tinham se visto na vida antes, que tem que acreditar no sobrenatural, lidar com seus problemas pessoais, trabalhar em equipe. Alguns não se deram bem logo de cara como outros, saindo no soco quase sempre. Mas o incrível é que com o passar do pouco tempo que tiveram para a luta épica, eles construíram um laço, passaram a entender melhor um ao outro, a confiar e a se proteger como se fossem irmãos.

Há também os cavalos. Cada um consegue invocar algumas coisas, armaduras, armas, e suas montarias. O relacionamento de Gideon e Caos, seu cavalo bravo, é a melhor coisa desse livro. Gideon tinha muita raiva dentro de si, uma maneira de não se culpar por um acontecimento da sua vida. E só quando ele passou a ficar mais próximo de Caos que ele conseguiu se perdoar. A relação deles é muito linda mesmo. 

Eu gostei demais que os personagens foram inspirados em uma história da Bíblia. O livro não prega a palavra de Deus, não é essa a intenção dele, mas os personagens percebem que Deus realmente existe. Mesmo sendo muito singelo isso é muito bonito. 

Gostaria de falar muito mais sobre o livro. A história dele é muito completa, rica em detalhes, mas sem enrolar. Prende a gente até um ponto em que você só quer saber o que vai acontecer e nada mais importa. Dá um pouquinho de tristeza, pelo que aconteceu no final, que dá abertura para o próximo livro, o qual eu já quero ler pois estou bem nervosa com esses acontecimentos. Mas principalmente, dá aquela sensação de quentinho no coração em ver o futuro dos personagens, no que era raiva ter sido transformado em amizade, em família. É lindo, é excitante, é cheio de aventura, descobertas. É incrível.

Autora: Veronica Rossi
Editora: Galera Record
Onde comprar: Amazon | Saraiva | Submarino


18 de setembro de 2017

Fatos literários sobre mim

Vocês conseguem emprestar livros? Já tive tantas experiências ruins com empréstimos que hoje não consigo nem pensar em fazer isso. Aqui jaz uma foto do que era meu Diários do Vampiro depois de dois empréstimos. Uma amiga colocou a prancha em cima e outra arrancou metade da capa, que caiu depois de um tempo. Essa é só uma das histórias. Hoje só empresto meus livros pra minha irmã porque sei que ela vai cuidar muito bem (ou corre o risco de cair da escada, sei lá), e mesmo assim eu fico com um nervoso no coração. 

Há um tempo eu comecei a ler dois livros ao mesmo tempo, um marco na minha vida. Eu lia um livro e apenas quando finalizasse a leitura que pegava outro pra ler. Agora consigo conciliar duas histórias sem confundir as duas. Sempre leio um livro físico durante o dia e um digital antes de dormir. Era a coisa que eu mais queria conseguir fazer e to muito orgulhosa de mim por conseguir, antes parecia ser impossível pra mim.

Quando o livro é muito bom, está me prendendo e me fazendo pensar nele a cada segundo do dia, é inevitável, eu sempre sonho com a história. É como se eu entrasse na história e vivesse um pouquinho do que ela me proporciona quando estou acordada. Ou é como se eu assistisse um filme - que nem existe - e acordasse com a sensação de que ele existe a ponto de ir pesquisar na internet. É realmente a coisa mais incrível que acontece comigo.

Talvez alguém queira me bater, mas, o que vocês sentem de especial em cheirar livros? Tentei inúmeras vezes, cheirei vários livros novos e nada. Não consigo entender. 
Das coisas que sempre faço quando estou lendo: 1) Faço todas as caras e bocas que os personagens fazem. Se a narração fala que ele sorriu com o canto da boca eu sorrio com o canto da boca, e por aí vai. É completamente involuntário, e muito engraçado quando me pego imitando os personagens. 2) Eu reclamo em voz alta, mesmo em lugares públicos. Em casa é claro que é bem mais intenso, cheguei a me jogar no chão de joelhos e depois colocar a cara no chão e rir enlouquecidamente porque aconteceu a cena que eu queria. Em público saem algumas exclamações, risadas com aquele olhar pra cima de "nossa, não acredito nisso", e as pessoas sempre me olham tipo "ela ta rindo e falando sozinha". Eu adoro ver as reações de quem me olha, é sempre muito engraçado.

Meu gênero favorito é fantasia e eu só percebi isso recentemente, quando li Trono de Vidro. Mas gente, é favorito mesmo, de querer chorar só de pensar, de amar com todo coração, de sentir palpitações só de falar. É muito muito amor. Se tiver elfo melhor ainda. Não sei nem explicar o quanto eu amo 

Alguém aí é extremamente evoluído e consegue não julgar um livro pela capa? Sempre olho primeiro a capa e as vezes nem leio a sinopse. Nem sempre dá certo, como aconteceu com A Fada, provavelmente o pior livro que já li, mas continuo fazendo porque gosto de capa bonita mesmo.

Eu demoro um pouco pra me concentrar numa história nova, o que as vezes me faz voltar para as primeiras páginas depois que concentro. As vezes tem alguma informação importante logo no começo e eu preciso voltar pra lembrar. Mas depois que concentro eu consigo ler em qualquer lugar com qualquer barulho. Menos com músicas que eu conheço, assim começo logo a cantar e esqueço do livro.


13 de setembro de 2017

Resenha | Graça e Maldição

A família Grace é praticamente venerada por toda cidade, todos fazem o que eles querem simplesmente por querer ser um deles, estar com eles. São uma família realmente poderosa, algumas falam até que são bruxos, que praticam magia e por isso tem tanto poder. 

Summer, Thalia e Fenrin são as pessoas mais populares da escola, todos são apaixonados por eles, querem ser seus amigos, ser escolhido para ser seu mais novo protegido, inclusive a aluna nova River. Eles não são de passar muito tempo com a mesma pessoa, mas River quer muito se tornar uma deles, então ela observa e aprende pra quando tiver oportunidade, fazer a coisa certa.
E a oportunidade chega. River se torna a melhor amiga de um deles, o que significa que todos eles vão te acolher. E ela é convidada pra fazer coisas com eles, coisas que eles não tem permissão pra chamar mais ninguém, descobre segredos e os guarda como se fosse da família. A vida dela mudou completamente e ela está super feliz.

No começo não fica muito claro do porque ela querer tanto isso, só no fim que isso vai ser esclarecido. Isso foi só um dos problemas do livro. Quanto mais as páginas passam mais a gente fica curioso sobre o verdadeiro motivo dela, e obviamente vamos criando mais expectativa sobre isso. Então a gente desconfia de algumas coisas, cria teorias, e no fim, quando ela finalmente se revela, acontecem algumas cenas bizarras e sinceramente, pra mim foi tudo sem nexo. Os motivos e todas as cenas finais.
Outro problema pra mim foi que a autora ficou num meio termo da existência da magia e isso me irrita muito mesmo. Você avisa na capa que o livro tem magia, os personagens principais supostamente são bruxos, magos, feiticeiros, ninguém sabe, mas praticam magia e em NENHUM momento isso ficou comprovado. E bem na hora que a gente pensa que eles vão fazer uma magia incrível e finalmente mostrar seu poder, é tudo mentira. E então, acontece uma magia, não deles, mas acontece, uma realmente e incrivelmente sem sentido. Não pra história, pra isso teve sentido, mas pro universo que a autora criou. Eu apenas ri pra não chorar.

Sem falar que o livro inteiro a River fala de uma coisa que ela quer fazer, o livro inteiro mesmo, e aí ela descobre que ela pode fazer isso. O que acontece? O livro termina antes dela fazer essa coisa...

Eu comecei a ler esse livro com amor no coração, com muita vontade de gostar dele, porque eu me apaixonei pela capa e também queria me apaixonar por ele. Até tinha lido uma resenha negativa e falei pra mim que gosto é diferente de pessoa pra pessoa e que eu poderia gostar. Mas quanto mais eu lia mais concordava com a resenha que tinha lido. Acho sim que ele poderia ter sido melhor, que a autora poderia ter se decidido quanto a magia e não ficar no meio termo, ou ter abordado as coisas de uma forma diferente, não sei. Nem tudo é ruim, mas poderia ter sido melhor.

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Autora: Laure Eve
Editora: Galera Record
Onde comprar: Amazon | Saraiva | Submarino


11 de setembro de 2017

Leituras de Agosto

Em Julho fiz um vídeo falando das minhas leituras e esse mês senti necessidade de falar delas em texto, talvez porque tentei gravar o vídeo duas vezes e minha língua enrolou nas duas e não consegui falar nada. Mas li livros incríveis em agosto e precisava compartilhar, então resolvi mostrar por foto e texto mesmo, afinal, é pra isso que o Globinho existe.
Comecei o mês finalizando minha leitura de Tudo que deixamos para trás, que já teve destaque em uma resenha aqui no blog. Nele vamos conhecer a história de três personagens que não se conhecem, até porque suas histórias se passam com mais de 80 anos de diferença, mas todos tem ligação com as abelhas, seja aprendendo a domá-las, domando-as ou fazendo seu trabalho, pois já foram extintas. 

A mensagem desse livro é tão incrível que no final eu fiquei com lágrimas nos olhos e completamente impactada com tudo. O que eu mais queria era poder falar abertamente aqui e discutir esse assunto tão importante, mas fico feliz só de propagar a mensagem dele indicando-o à vocês e deixar vocês com vontade de conhecer a história.
Cadu e Mari foi uma leitura bem gostosinha e muito bem vinda, já que eu tinha acabado de sair de uma história com um conceito mais pesado. Aqui temos um clichê de assistente apaixonada pelo chefe, e embora a Mari seja muito profissional, ela não consegue evitar a atração por ele. Também temos a questão dela ter curvas avantajadas e sofrer por conta disso no trabalho, já que trabalha em uma revista de moda. 

Falei tudo que achei na resenha da obra, mas no geral eu adorei fazer essa leitura. Sempre falo aqui que amo clichês, adoro fazer essas leituras mais rápidas (li em um dia), com narrativa leve, e que mesmo a gente sabendo o que vai acontecer continua lendo até acabar. A única reclamação é: tenho um pouco de cisma com alguns livros nacionais, porque a maioria tem um tom de fanfic, seja com descrições de roupas exageradas ou com a melhor amiga perfeita. Enfim, isso sempre fica com cara de escrita amadora pra mim. 
A Ilusão do Tempo foi provavelmente o melhor livro que li esse mês e foi indicado a categoria Favoritos do Ano. Ainda sinto um bloqueio e até um nervosismo só de pensar em falar sobre esse livro, vão entender porque quando forem ler a resenha. Resumindo, a história é digna de ser um clássico, tem uma crítica social extremamente forte e faz a gente pensar, considerar, se preocupar com a nossa sociedade, comunidade, humanidade. Além de tudo ele tem um toque tão especial de contos de fada e eu acho que nunca vou me cansar de dizer que é um livro maravilhoso para ler para alguém.
Eu amo histórias de vampiro, graças à Crepúsculo e muitas histórias do estilo que li depois. E tive uma surpresa maravilhosa ao ler Time Humanos. O livro é ambientado em um lugar completamente diferente, humanos sabem da existência dos vampiros e a sociedade é organizada pra que a convivência das duas raças funcione. O enredo em si é um pouco clichê, apesar da mocinha não se apaixonar por um vampiro, é bem fácil descobrir quem é o vilão da história, mas isso não estragou minha leitura. Já fiz resenha dele aqui no blog e falei mais da história dele por lá.
Essa foi mais uma daquelas leituras impactantes. Vocês não tem noção da quantidade de quotes que eu tirei desse livro, logo eu que não sou de marcar citações. Eu tinha praticamente acabado de ler Tudo que deixamos para trás e me deparo com esse livro, com uma história tão diferente mas com ensinamentos tão parecidos que até deu vontade de fazer um vídeo falando dos dois. Não amei a leitura, não foi a melhor história do mundo e acho que foi desnecessário incluir magia nele, uma magia bem tosca, e mesmo assim eu olho pra capa desse livro e só consigo balançar a cabeça e pensar em tudo que ele me fez pensar, sentir, passar.

No livro temos dois cenários, um atual, o nosso tempo de agora, e o outro no futuro, quando o aquecimento global fez com que muitos desastres naturais ocorressem e muitos animais e plantas sumirem da face do planeta. A gente acompanha as consequências dos nossos atos no futuro dessa história. E dá um medo, um nervosismo, porque é tudo muito real, são coisas que podem realmente acontecer se não mudarmos nosso comportamento perante a natureza. Essa é mais uma leitura obrigatória a todos.


Fiz essa pintura hoje em homenagem a #CortedeEspinhoseRosas. Comecei a ler sabendo que ia gostar muito, porque me apaixonei pelas histórias da Sarah J. Maas já em Trono de Vidro, mas eu realmente não esperava me apaixonar por outro personagem de uma maneira tão forte quanto me apaixonei pelo Rowan de Trono de Vidro. Então, eu leio essa série e fico compulsiva com todos, sem parar de pensar neles por um minuto, esquecendo de comer e virando uma zumbi sem sono. Me apaixono incondicionalmente pelo Rhys, pela Corte Noturna (pintura da foto), por Velaris, por absolutamente tudo que envolve esse universo. Só quem leu sabe como é. Choro, desespero, grito. Reações normais para as leituras dos livros da Sarah. Só queria poder explicar, colocar pra fora o tanto de sentimento que ainda ta dentro de mim depois dessas histórias. Por isso pintei. E vou ter que fazer muito mais porque ainda tem muito amor por esses livros em mim.
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E por fim, li Corte de Espinhos e Rosas e Corte de Névoa e Fúria. Estou sem fotos desses dois livros pois li pelo celular, mas temos a foto de uma pintura que eu fiz num momento em que eu precisava extravasar meu amor por eles.

Como vocês sabem eu sou apaixonada por Trono de Vidro, pela Sarah J. Maas, e quando li esses dois livrinhos foi amor logo de cara. Só em estar falando deles aqui já me deu um nó na garganta, só pra vocês saberem o tanto que eu amei e vou amar esses livros, essa história e principalmente esses personagens pra sempre. Melhor eu parar.

Agora me falem, quais foram suas melhores leituras de agosto? Já leu algum desses livros?



6 de setembro de 2017

Resenha | Time Humanos

Em histórias vampirescas sempre tem uma donzela em apuros né? O caso é que em Time Humanos nós temos o contrário. E sim, existe o romance água com açúcar, mas não da maneira que você pensa e nem com a personagem principal.

A cidade que situa a história foi fundada por vampiros, e ela é completamente organizada para que funcione como uma civilização normal, sem mortes. Existem humanos no local sim, assim como muitos doadores de sangue. Bem legal né? Fiquei muito surpresa com as diferenças notáveis dessa história para com a maioria das outras de vampiro que li. Talvez por isso o livro tenha me surpreendido tanto, apesar de ser um tanto previsível, o que não é ruim.

A Mel é muito divertida, engraçada e super protetora com os amigos. Mas ela é muito engraçada mesmo. E está tudo indo bem, tirando o fato do pai de uma das amigas ter fugido com uma vampira sem nem se despedir. Mas o problema realmente começa quando um vampiro resolve voltar a estudar e vai logo para a escola delas. Deixando bem claro, a Mel é #TimeHumanos.
Infelizmente sua melhor amiga Cathy tem uma quedinha por literatura e coisas antigas, tudo que um vampiro é. A tarefa da Mel é impedir que ela se apaixone por ele, e isso inclui ser uma perturbadora. Eu ri muito nesses momentos, muito mesmo.

De cara já gostei da Mel, ela passa muito longe de uma donzela em perigo. Na verdade, ela não é nenhum pouco donzela. Gosta de esportes, brinca com todo mundo, é super amiga, dá muita risada, é inteligente. Além de tentar separar o possível casal, a pedido da sua amiga Anna, ela passa a tentar descobrir alguma coisa sobre o pai da garota, o que fugiu com a vampira, ou seja, temos um mistério a desvendar.

O universo foi bem criado, eu adorei todos os aspectos dele, dos personagens, das regras dessa sociedade diferente. Tudo está nos seus devidos lugares nessa história, na questão da cidade com suas leis e organização para convivência vampiro/humano, e foi realmente tão diferente de tudo que eu já tinha visto que me causou uma paixão instantânea por ele. É também mais um daqueles livros que indiquei antes mesmo de finalizar a leitura. Me surpreendeu muito. Ah, conheço algumas vampiretes que vão gostar de ler esse livro assim como eu gostei.

Autoras: Justine Larbalestier e Sarah Rees Brennan
Editora: Galera Record
Onde comprar: Amazon | Saraiva | Submarino


Adaptado por Isabelle Felicio

Tema Base por Butlariz